Claro que outro factor importante são as características dos carros utilizados nas provas de rally, já que possuem ailerons e spoilers entre outros elementos que são normalmente associados ao tuning ( arte azeiteira ), os carros bastante coloridos também atraem os azeiteiros, isso tem haver com o seu subconciente ter uma predileção por várias colores conjugadas, como se pode comprovar pela elevada assistência de azeiteiros em espectaculos de pirotécnia, e pelas roupas que normalmente usam, este fenómeno já vem do passado basta ver os ranchos folclóricos.

Um factor primordial é que o rally é uma oportunidade de apanhar uma bebedeira, juntamente com os seu colegas de azeitice, o rally é uma das poucas oportunidades de uma azeiteiro casado poder beber livremente, sem levar nas orelhas da sua mulher, já que essa na sua plena ignorância pensa que o marido vai para o meio do monte para ver carros, mas na realidade os carros que ele vai ver têm a forma de garrafão.
Este ano a adesão de azeiteiros neste evento excedeu as expectivas mais negativas, já que a super especial estava cheia de gente, não fosse esta localizada, ( ao contrário dos anos anteriores que era na Póvoa de Varzim ) na Póvoa de Lanhoso ( local onde o fenómeno azeiteiro, atinge valores altissimos ), logo tivemos de ficar um local menos espectacular do que tinhamos planeado, mas ainda deu para ver um C2 levar uns pneus atrás dele, só por isso valeu a pena.
Depois de uma noite atribuilada em Soutelo onde houveram algumas vitimas, mais concretamente uma máquina de lavar espancada à marretada até à morte e uma mesinha de cabeceira que levou uma cabeçada, levantamo-nos e seguimos de jipe para o troço da anissó, pena foi que a chuva veio estragar o espectáculo e tivemos de ir para dentro dos jipes ver os carros passarem.
Para almoçar fomos para um coberto junto à Sr. da Lapa, onde se salienta um Z3 coupé espanhol que passou por lá com umas jantes enormes o que o fazia passar com um tractor, só falta o arado.
Na parte da tarde fomos ver um gancho na anissó 2, mas quando chegamos lá deparamo-nos como um sujeito em elevado estado de embriaguês de impermeável azul escuro, com um colete verde ( desses que são obrigátorios levar no carro sabe-se lá porquê ) escrito nas costas GNR BT a esferográfica ( orçamento baixo ) e um megafone a mandar os veiculos para uma subida inclinada, vulgarmente chamada de picada, o Xico claro não se fez rogado e seguiu a ordem desse homem sábio, pena foi que a picada excedia as capacidades do jipe que ele conduzia, acabando por desistir, ahh e menos importante a vergonha que fez passar a nissan, sendo esta marca posteriormente criticada pelos colegas, não menos embriagados do sujeito de colete, em que um chegou a dizer que ia pegar fogo ao seu nissan, sabe-se lá porquê.
Claro que eu não queria passar a Land Rover pela mesma vergonha, passei ao lado deste desafio, mas ao qual o sujeito do colete não gostou, o qual tive de lhe encostar o pará-choques, mas lá se desviou mau era, se não tinha de ver o quanto analgésico é o alcool, depois de ser atropelado.
Depois disto tudo, o troço viria a ser cancelado por muita pena a nossa.
A última especial era uma super especial em Vieira do Minho onde mais uma fez o azeite esteve forte não dando margem de manobra, literalmente uma pessoa não se podia mexer tanta gente que esta lá a ver. Uma super especial realmente especial, muito espectáculo emoção e também comentários pouco simpáticos para o cameraman que devia gostar de pegar de empurrão.
Em conclusão este rally não desiludiu mas também não supreendeu, não se descobriu nenhum talento especial de azeitice, apenas mais do mesmo, bebedos, tonés e tunings. Esperemos que no rally de Portugal o ambiente seja mais select, ou não.

P.S: E já agora foi o Bruno Magalhães que venceu, o puto anda bem.
A pontuação:
