quinta-feira, 8 de março de 2007

O Bolinho aka Bowling

Toda a gente sabe que o bowling é um lugar propício a fenómenos para-azeiteiros, mas porquê ? Será que os pavilhões do bowling são construidos em cima de cemitérios de povos ancestrais da espécie Neardentrolha, da qual descenderam os homo homo azeitiens, em que os espiritos dos seus antepassados povoam estes lugares, são várias as testemunhas que afirmam ter visto fantasmas a beber Super Bock e a andar de Famel XF-17.
Ou será que existe nestes lugares alguma espécie de portal para uma outra dimensão, um mundo altenativo onde o Robbie Williams é substituido pelo Toy, onde toda a gente quer ser trolha e os actores são uns desgraçados que mal ganham para viver, um mundo onde toda a gente anda de galochas e de manga rapada, onde o tuning é realmente uma arte e existem museus com obras de artistas como Vicente van Gomes, Pissaco ou Rembronco.
Talvez a explicação seja mais simples, e menos paranormal, se pensarmos bem o bowling não é mais que um gajo a mandar uma bola contra uns mecos de madeira, já agora este desporto não é estranhamente similar a um desporto tradicional normalmente ligado as camadas azeiteiras, sabem qual?
Pois esse desporto é o jogo da malha também chamado jogo do fito, onde um gajo manda um disco metálico contra um meco de madeira, notam as semelhanças, por isso foi natural que as camadas azeiteiras mais novas rapidamente aderissem ao bowling, já que dá para jogar à noite, ouvir boa música, usar uns sapatos com estilo e claro beber uns copos, deixando o jogo do fito para os mais velhos que não trocam a terra solta e o sol escaldante, por nada deste mundo. Quando realizamos esta reportagem ao submundo do bowling, decidi por precaução levar uma camisola interior de manga rapada não fosse o diabo tecê-las. Mas por muita pena a minha o ambiente no bowling estava fraco tinha pouca gente, talvez por ser a meio da semana.
Por isso lá tivemos que ir jogar bowling para não ficar mal, é como ir à praia e não ficar com areia nas virilhas, não há nada a fazer. Lá fomos calçar os sapatos com um decoração bonita com vermelho e verde fluorescentes, por que é que os sapatos têm de ser assim não custava nada pôr umas cores menos berrantes, será que é para o pessoal não roubar os sapatos ?
Acho que ninguém quer uns sapatos daqueles para andar na rua, ou talvez não.
Eu considero-me um exímio jogador de bowling não por que faça pontos mas por que tenho estilo a jogar e é isso que interessa, pena é que devido ao meu estilo muito arrojado tenha caido várias vezes, é o preço da fama. Outro jogador peculiar é o Pedro que manda bolas como o Songoku manda kamehames, aqueles bolas destroem tudo por onde passam, já o Xico no ínicio só mandava para as bordas mas depois começou acertar no meio. Sobre o Topo nada a reportar, o van Damne foi o jogador mais consistente e este sempre na liderança.
Ora aquilo até estava a correr bem até que uma tipa com umas cordas vocais semelhantes a ganço decidiu cantar no karaoke não uma, nem duas, mas três músicas seguidas o que me fez perder a concentração, o que não me apeteceu mandar a bola de bowling contra a sua cabeça, mas eu iria ter a minha vingança.
A certa altura quando estavamos no segundo jogo (que foi oferecido), eu reparei que o gajo do karaoke se estava a aproximar de forma ameaçadora, e avisei o grupo para ter cuidado, mas permaneci sentado com o pessoal de pé a minha volta, e não é que subitamente aparece o gajo do karaoke à nossa beira, e os meus corajosos amigos num apice entram logo em fuga, eu como estava sentado não tive fuga possivel, ele agarrou logo pelo ombro, não havia fuga possivel estava condenado. Imediatamente a seguir coloca-me o microfone junto à minha boca (entende-se microfone como microfone, mais nada), e lá tive de cantar uma música qualquer do Paulo Gonzo que não sabia a letra nem o ritmo, digamos que a outra tipa teve a resposta, a dobrar.
Os outros, em vez de dar com uma bola na cabeça do gajo para o pôr inconciente para fugirmos, não, limitaram-se a tirar fotos para me mostrar depois, que grande ajuda me sairam.
Para acabar tenho de destacar o corajoso homem que foi o primeiro a cantar no karaoke, um homem cheio convicções, quando perguntaram-lhe o que queria cantar ele afirmou: "Só canto a cabritinha, eu só canto a cabritinha" palavras que nos inspiram a todos, a sermos melhores pessoas, lindo.